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21.12.02
RECICLAGEM
Sucata vira moda
Anel de latinha de refrigerante, recortes de gibis, sacos de plástico, caixas de leite. Tudo isso parece coisa para ser jogada no lixo, mas serviu de matéria-prima para a coleção de moda dos alunos do colégio Santa Maria. Eles transformaram lixo em blusas, saias, calças e acessórios estilosos.
"Fui a uma formatura com esta blusa e todo mundo vinha me perguntar do que era feita. Fiz sucesso", disse Alyne Liboni, 13, que mostrou a blusa que fez com quadradinhos recortados de caixas de leite unidos por anéis de metal. A calça, de boca-de-sino, foi feita com saco de lixo preto.
A reciclagem foi estudada pelos alunos desde o começo de 2002 e, para finalizar a tarefa, eles confeccionaram mais de 45 modelos. "É uma forma criativa de reaproveitar o lixo. Seria legal ter esse tipo de roupa em feiras e praias", diz Maira Branco, 13, que fez sua roupa com chapas de raio-X.
Yasmin Conolly, 13, desfilou com calça decorada com recortes de gibi. "Nos inspiramos em revistas espanholas."
Folha de S.Paulo, 21/12/2002, KATIA CALSAVARA, FREE-LANCE PARA A FOLHINHA.
posted by Eduardo Pereira at 21:00
20.12.02
Bola rolando
Os ministérios da Defesa e do Esporte assinaram, ontem, seu derradeiro convênio neste governo.
Juntos, desenvolverão programa para que menores de comunidades carentes possam utilizar instalações esportivas de unidades militares.
Só campos de futebol, as Forças Armadas têm 555.
Sendo 246 soçaite.
Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 20 de dezembro de 2002, caderno Rio, coluna de Ricardo Boechat.
posted by Eduardo Pereira at 01:10
12.12.02
Líder comunitário do Conjunto Amarelinho, Pedro Paulo dos Santos gravou um depoimento sobre a campanha ¿Troque seu revólver por um lápis e um caderno¿, que ele toca na comunidade.
A gravação será incluída num documentário da Confederação Episcopal Italiana sobre o trabalho social da Igreja Católica no Brasil.
Ex-interno da Funabem, Pedro Paulo falou ao lado do padre Bruno Trombeta , que conheceu na Pastoral Penal.
O Globo, Rio de Janeiro, 12/12/2002, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
posted by Eduardo Pereira at 16:04
7.12.02
Chafarizes têm peixes contra "Aedes"
A Secretaria municipal de Meio Ambiente vai caçar com peixes a larva do mosquito Aedes aegypti , transmissor da dengue. Desde ontem, 32 chafarizes da cidade começaram a receber tilápias e barrigudinhos, que comem as larvas. O secretário Ayrton Xerez esteve pela manhã no chafariz da Praça Saens Peña, na Tijuca, acompanhando a transferência das dez primeiras tilápias vindas do criadouro da Fundação Parques e Jardins, no Campo de Santana. Nos próximos dias o trabalho será estendido aos chafarizes de Largo do Machado, Jardim do Méier, Candelária e Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.
Para acompanhar a chegada dos peixes a cada um dos chafarizes, a Secretaria de Meio Ambiente está convocando cerca de 40 agentes ambientais para distribuir panfletos à população. Nos folhetos, a secretaria esclarece que tanto os chafarizes, com água parada ou não, quanto as bromélias que costumam enfeitar os parques públicos possuem um percentual desprezível de larvas.
Além disso, fatores ambientais como o sol, predadores naturais e poluição contribuem para a redução da probabilidade do aparecimento do mosquito transmissor da doença.
¿ Também vamos borrifar as bromélias plantadas em várias partes da cidade com água sanitária, embora a possibilidade de proliferação do mosquito seja quase zero. Nosso maior propósito é orientar a população ¿ disse Xerez.
Segundo o secretário, não é necessário colocar muitos peixes em cada chafariz porque essas espécies se reproduzem rapidamente. Ontem, houve até a apresentação de uma peça de marionetes sobre o dengue apresentada por agentes ambientais de comunidades próximas, como Salgueiro, Sumaré e Formiga.
Para evitar que as tilápias, muito saborosas para o paladar humano, sejam furtadas, essas espécies
O Globo, 07/12/2002, caderno Rio, Paula Autran.
posted by Eduardo Pereira at 16:05
6.12.02
ARQUIBANCADA
O Ministério Público vai investigar o sistema de venda de ingressos para jogos de futebol em São Paulo. O promotor João Lopes Guimarães Júnior enviou anteontem um ofício para a Federação Paulista de Futebol e para os clubes, questionando o esquema atual. "É estranha a facilidade com que cambistas têm acesso a grandes quantidades de ingressos", diz.
Guimarães Júnior defende que a solução seria criar pontos de venda em supermercados e lotéricas, por exemplo.
Folha de São Paulo, 06 de dezembro de 2002, caderno Ilustrada, coluna de Mônica Bergamo.
posted by Eduardo Pereira at 15:19
4.12.02
projeto EduCantar
O vocalista da banda Dread Lion, Luis Carlinhos , e o estudante Daniel Hurtado tocam uma bela empreitada.
Eles criaram o projeto EduCantar, com aulas de canto e de instrumentos para uma comunidade de Vargem Grande.
Sábado, o trabalho pode ser conferido com a apresentação do Coral Gesto de Amor na Feira da Providência.
O Globo, Rio de Janeiro, 04/12/2002, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
posted by Eduardo Pereira at 14:00
2.12.02
Em Nova York, "Fome Zero" já funciona
DE NOVA YORK
Ela não tinha ouvido falar de Luiz Inácio Lula da Silva nem de sua proposta até o petista ter sido eleito, mas a norte-americana Julia Erickson pode ser considerada a mãe do "Fome Zero" em Nova York. Presidente da ONG City Harvest, ela passa os dias distribuindo alimentos de graça.
"Sim, na cidade mais rica do país mais rico do mundo, existem pessoas passando fome", disse ela, em entrevista à Folha. E muitas, segundo cálculos de sua organização, que são levados em conta até mesmo nos documentos oficiais da prefeitura da cidade.
Há hoje, em Nova York, 1,5 milhão de habitantes que dependem de doações para se alimentar, sendo que 500 mil deles são crianças e 300 mil são idosos. O principal motivo, segundo Erickson, é "desperdício": "Só de alimentos que seriam jogados fora recolhemos 21 toneladas por dia". (SD)
Folha - Há mais pessoas atrás de alimentos hoje do que antes?
Julia Erickson - Muito mais. Um estudo que acaba de ser divulgado pelo Departamento da Agricultura mostra que 33 milhões passam fome hoje em dia nos EUA, contra os 31 milhões de dois anos atrás. São americanos que não sabem quando vão comer.
Temos uma "hunger hot-line", uma linha telefônica gratuita, aqui no City Harvest, em que as pessoas descobrem se podem arrumar comida perto de onde estão. Afinal, o número de chamadas tem crescido nos últimos tempos. Em outubro, nós ajudamos 10 mil pessoas, contra 7.400 em outubro de 2001.
Folha - Qual o motivo?
Erickson - Há dois. As pessoas não têm dinheiro suficiente para viver em Nova York, para pagar o aluguel e comprar comida, ou pagar o aquecimento e comprar comida. Nos anos 90, a maioria dos empregos criados foi no setor de serviços, com salários baixos.
E o aluguel aumentou muito. O preço mínimo para um apartamento hoje em dia é US$ 800, ou seja, mais do que o salário mínimo da região de Nova York [US$ 775]. Ganhando o mínimo, uma pessoa faz US$ 9.300 por ano, e o aluguel custa US$ 9.600. E houve os ataques de 11 de setembro, que levaram 100 mil empregos.
Folha - Desperdiça-se muita comida em Nova York?
Erickson - Tenho a impressão de que é a cidade do mundo onde mais se joga comida fora. As estimativas oficiais dão conta de algo entre 13 mil e 23 mil toneladas de comida jogada fora por ano. As porções dos restaurantes são grandes, as pessoas sempre compram mais do que comem, os lixos estão sempre cheios de comidas que não foram nem abertas.
Uma parte disso não é aproveitável, mas boa parte é, e gostaríamos de poder recolher essa boa parte. Recolhemos, no ano passado, 9.000 toneladas.
Folha - Um dos primeiros programas anunciados por Lula após a eleição foi o de "Fome Zero". O que a sra. acha disso?
Erickson - Não conheço o plano em detalhes, mas já estou achando uma ótima idéia.
Folha de São Paulo, 01 de dezembro de 2002, caderno Mundo, Sérgio Dávila.
posted by Eduardo Pereira at 22:38
Teatro em defesa dos direitos
O pesquisador de teatro inglês Paul Heritage é diretor do People¿s Palace Projects, uma ONG ligada à School of English and Drama da Queen Mary University, de Londres. Mas tem uma boa folha de serviços prestados a causas sociais no Brasil com o projeto Direitos Humanos em Cena II: em parceria com o Centro de Teatro do Oprimido, o programa leva a discussão dos direitos humanos aos presídios, recorrendo a técnicas da proposta teatral desenvolvida por Augusto Boal . A experiência, que procura melhorar o diálogo entre presos e agentes penitenciários, já foi desenvolvida com êxito em alguns estados brasileiros, e esta semana começa a ser discutida no Rio, num seminário no Hotel Glória.
O Globo, Rio de Janeiro, 02/12/2002, caderno Rio, coluna Pessoas, Cesar Tartaglia e Tania Neves.
posted by Eduardo Pereira at 21:42
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