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30.10.02

 
INICIATIVA
Ana Helena Vicintin, Ary Perez e Maria Camila Giannella são algumas das personalidades envolvidas na ONG Associação Cairuçu, formada por moradores do condomínio Laranjeiras, que será lançada hoje. O condomínio é um reduto de ricos e famosos como Antônio Ermírio de Moraes e Eugênio Staub.

A ONG vai ajudar comunidades próximas ao condomínio, em Parati, e cuidar do ambiente. Os recursos vêm de doações mensais dos condôminos.

Folha de São Paulo, São Paulo; quarta-feira, 30 de outubro de 2002, coluna de Mônica Bergamo.



26.10.02

 
Cabra-Escola
2,23 milhões trabalham
No Brasil, ainda trabalham 2,23 milhões de crianças de cinco a 14 anos, segundo o IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
De acordo com estimativas do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), 300 mil crianças trabalham na Bahia.
Desde 1997, quando o Peti foi implantado pelo governo federal, 117 mil crianças foram para a escola nesse Estado.
A Organização Internacional do Trabalho, que também defende as crianças, diz que há mais casos de trabalho infantil no Sul e no Nordeste. O trabalho é combatido com o apoio de empresas e de instituições como a fundação Abrinq.

Folha de São Paulo, sábado, 26 de outubro de 2002, caderno Folhinha, MARCELO BARTOLOMEI, ENVIADO ESPECIAL A SERRINHA (BA) .

 
Cabra-Escola
Cabras e bodes combatem pobreza
Marcelo Bartolomei/Folha Imagem
Renilda Santos, 36, reúne a família com as cabras na frente de sua casa, em Serrinha

É meio-dia, hora do almoço, mas não há panelas no fogão à lenha da casa de Renilda Barbosa Lima Santos, 36, que trabalha na roça e é mãe de nove filhos. Isso é sinal de que falta dinheiro, e, se falta dinheiro, toda a família teria de trabalhar.
A casa de Renilda é exemplo de centenas de famílias que vivem com menos de um salário mínimo no interior da Bahia e que recebem ajuda de projetos sociais para combater a fome, o trabalho de crianças e a pobreza.
No início de outubro, Renilda escolheu três cabras e um bode, doadas pelo projeto Cabra-Escola, para evitar que seus filhos precisem trabalhar. "Tem que ser um bicho vistoso, forte, sem doença", disse a agricultora.
Com os animais, que foram direto para um espaço cercado em sua casa, Renilda vai produzir leite para as crianças e para vender, e, quando as cabras derem filhotes, fazer o mesmo com a carne.
(Marcelo Bartolomei)

Folha de São Paulo, sábado, 26 de outubro de 2002, caderno Folhinha, MARCELO BARTOLOMEI, ENVIADO ESPECIAL A SERRINHA (BA) .

 
Cabra-Escola
Onde fica Serrinha
Distância: a 173 quilômetros de Salvador
População: 83.206 habitantes (censo de 2000)
Superfície: 772 quilômetros quadrados
Temperatura média: 28ºC (graus Clesius)

Entenda o mundo das cabras
A caprinocultura É uma das principais atividades agrícolas do Nordeste.
Cabra x Vaca
1 vaca = 8 cabras
1 vaca = pesa 250 quilos
bebe 53 litros de água
gera um filhote de dois em dois anos
produz 6 litros de leite
tem pequena resistência à seca
Custa R$ 500,00 (preço local)
O litro do leite da vaca custa R$ 0,60

1 cabra = pesa 200 quilos
bebe 48 litros de água
gera cerca de 18 filhotes em um ano
produz 8 litros de leite
resiste mais à seca
Custa de R$ 80,00 a R$ 100,00 (preço local)
O litro de leite da cabra custa R$ 1,00

Vantagens do leite da cabra
*Ele é rico em vitaminas e facilmente assimilado pelo organismo. Tem cálcio, fósforo e vitaminas A e D, é rico em proteínas e ferro. Algumas pessoas acham que é mais saboroso do que o leite de vaca.
* É indicado na alimentação de crianças que tem problemas de ingerir gorduras de produtos de origem animal.
* É de mais fácil digestão que o leite de vaca.
* Algumas crianças e alguns idosos são alérgicos ao leite de vaca e, por isso, precisam tomar leite de cabra.
* É indicado também para pessoas com problemas nos ossos.

O que produzem com o leite de cabra
queijo
coalhada
tapete
bolsa
doce de leite
sorvete
cosméticos
hidratantes

Como a cabra vai ajudar as famílias
* Vai manter as crianças na escola e longe do trabalho.
* Com a produção própria, as crianças terão leite todo dia para beber.
* As famílias podem vender o leite da cabra e, depois que ela tiver filhotes, podem comercializar a carne (a R$ 6,00 o quilo) e o couro dos animais que nascerem (a R$ 10,00 a pele).
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Fonte: MOC (Movimento de Organização Comunitária) de Feira de Santana (BA).


Folha de São Paulo, sábado, 26 de outubro de 2002, caderno Folhinha.

 
Cabra-Escola
Quem financia o Cabra-Escola

Esse projeto existe graças à divisão animal da Pfizer, empresa dos EUA que produz remédios. Funcionários da Pfizer foram a quatro municípios baianos para ensinar as famílias a cuidar das cabras, alimentá-las e tirar proveito delas na produção de leite.

Folha de São Paulo, sábado, 26 de outubro de 2002, caderno Folhinha.

 
Cabra-Escola
Cabras evitam trabalho de crianças


Como três cabras e um bode podem tirar crianças do trabalho e evitar a fome?
Não é uma charada, mas um projeto social que entrega os animais, por empréstimo, a famílias pobres de cidades próximas a Feira de Santana, no interior da Bahia, onde há seca e fome. O clima seco facilita a criação de cabras.
Com o projeto Cabra-Escola, implantado nas cidades de Serrinha, Riachão do Jacuípe, Ichu e Nova Fátima, todas localizadas no agreste baiano, as famílias vão começar a ganhar seu próprio dinheiro, vendendo leite e carne, sem explorar as crianças.
Após trabalhar na lavoura, no corte, na confecção e na venda do sisal, crianças de cinco a 15 anos começam a olhar para um futuro melhor.
Retiradas do trabalho com o sisal, onde se feriam frequentemente, elas ganham o direito de manter os estudos, brincar e não se preocupar em levar dinheiro para casa.
O projeto Cabra-Escola ajuda cem famílias com filhos e sem dinheiro para sobreviver. Elas são cadastradas no MOC (Movimento de Organização Comunitária).
As famílias cuidam dos animais em suas pequenas propriedades com o objetivo de gerar renda (dinheiro).

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Marcelo Bartolomei viajou a Serrinha a convite da Pfizer.

Folha de São Paulo, sábado, 26 de outubro de 2002, caderno Folhinha, MARCELO BARTOLOMEI, ENVIADO ESPECIAL A SERRINHA (BA) .



12.10.02

 
CIDADANIA

O frentista Everaldo Ribeiro, 30, abastece carro no primeiro posto totalmente adaptado para funcionários portadores de deficiência do Estado de São Paulo, inaugurado ontem, em Valinhos.

Folha de São Paulo, 12/10/2002, caderno cotidiano, coluna Panorâmica.

 
Missão de paz

Hoje, Dia das Crianças, 30 mil cartilhas serão distribuídas no Leblon, bairro escolhido para o lançamento da campanha Palmada é Covardia, promovida pela 1ª Vara da Infância e da Juventude.

Os livretos serão entregues por adultos que agrediram crianças e hoje freqüentam a Escola de Pais do Juizado de Menores.

Aliás, a instituição registrou 580 casos de violência contra menores, de janeiro a setembro deste ano.

Jornal do Brasil, 12/10/2002, Ricardo Boechat.



5.10.02

 
Lixo eleitoral será reutilizado

Dia de eleição é dia de muito papel jogado na rua. Neste ano, porém, além de recolher do chão os santinhos e panfletos usados na boca-de-urna, a Prefeitura de São Paulo vai mandar parte do material coletado para a reciclagem.
Em 16 das 31 subprefeituras, o lixo eleitoral (basicamente de papel e plástico) será levado para a usina de compostagem mais próxima, onde passará por triagem, será guardado e, posteriormente, vendido para recicladoras ou dado a entidades assistenciais.
Serão reciclados também faixas e banners caídos nas vias ou em mau estado de conservação. O resto do lixo eleitoral é de responsabilidade dos candidatos. (MV)

Folha de São Paulo, 4/10/2002, caderno cotidiano, Mariana Viveiros.



4.10.02

 
FUMO

Leis afetam dois dos líderes no consumo mundial de cigarro

Tóquio restringe fumar na rua; Grécia limita cigarro em público
DA REDAÇÃO

Dois países que estão entre os maiores consumidores de cigarro do mundo decidiram endurecer as suas leis antitabagistas. Desde ontem está proibido fumar nas ruas mais movimentadas e em estações de trem de Tóquio. Na Grécia, não será permitido fumar em locais públicos fechados.
Quem for pego fumando nas áreas proibidas de Tóquio terá de pagar 20 mil ienes (R$ 587) de multa. Na Grécia, a multa será de 88 (R$ 311).
As ruas da capital japonesa serão fiscalizadas por cerca de 50 pessoas uniformizadas e "armadas" com cinzeiros e cartazes ameaçando punir os fumantes.
O objetivo da Prefeitura de Tóquio é reduzir os riscos de fumantes involuntariamente queimarem pessoas, especialmente crianças, que ficam mais ou menos na mesma altura de onde os cigarros são segurados.
Outra meta é evitar que não-fumantes sejam contaminados pela fumaça dos cigarros. Calcula-se que cerca em 30% da cidade será proibido fumar.
"Se eu puder fumar sem incomodar ninguém, não vejo problema algum. Acho que essa lei é dura demais", disse Atsuya Goto, que trabalha em uma empresa de telefonia celular, é fumante e opositora à nova lei.
Na Grécia, onde cerca de 45% da população com mais de 15 anos fuma, os fumantes apostam que a lei não irá pegar.
O agente de turismo grego George Zarifis disse que a população do país "não consegue sair de casa sem cigarro" e "não irá aceitar a proibição".

Com agências internacionais

Folha de São Paulo, quarta-feira, 02 de outubro de 2002, caderno Mundo.



3.10.02

 
DENGUE
Domicílio sem mosquito pode ser premiado
A Prefeitura de Ubatuba (litoral norte de SP) iniciou ontem uma campanha de combate à dengue que inclui a distribuição de prêmios para os moradores que não apresentarem focos do mosquito em casa. Segundo o secretário da Saúde, Jurandiau Lovizaro, o objetivo é envolver a comunidade no combate aos focos. O sorteado só terá direito ao prêmio após sua casa ser vistoriada. Segundo o secretário, serão distribuídos bicicletas, cestas básicas e aparelhos de jantar.

Folha de São Paulo, quarta-feira, 25 de setembro de 2002, Caderno Cotidiano.

 
Salvos pela mágica

Cansada dos bocejos em suas aulas de química, a professora Márcia Denise Lopes criou, na Escola Estadual Alves Cruz, na Vila Madalena, a "oficina do sabão". "Queria fazer uma ponte entre as fórmulas e a realidade", conta.
A aula com jeito de brincadeira contagiou os alunos, seduzidos pela possibilidade de aprender química com os produtos que eles mesmos fabricam. Dali surgiu um laboratório para fazer os detergentes e sabonetes que limpam a escola; o que sobra eles levam para casa. "Já estamos planejando a produção de xampu", informa Márcia, uma engenheira química que, ao ficar desempregada, resolveu apostar na educação.
Não foi fácil deixar o ambiente disciplinado das empresas para encarar as classes superlotadas e barulhentas. "Minhas pernas tremiam e eu não encarava ninguém." Trouxe para a sala de aula o que aprendeu na gestão empresarial: fazer as pessoas trabalharem em grupo, desenvolverem um projeto e transformá-lo em algo útil.
Encontrou a sedução na magia da química. Além dos sabonetes, estimulou os alunos na arte da fotografia, levando-os a documentar o entorno da escola e a investigar a comunidade. O laboratório fotográfico, construído pelos próprios estudantes, serve de cenário para ensinamentos não só de química mas de física -além da discussão sobre a realidade social.
As experiências da professora Márcia fazem parte de uma química comunitária. A Alves Cruz, no passado um modelo de escola pública, entrou em decadência e estava ameaçada de fechamento. Para salvar a escola, há dois anos, ex-alunos, muitos deles hoje profissionais bem-sucedidos, mobilizaram-se e criaram o Projeto Fênix.
Reformaram as instalações, reuniram os pais dos atuais alunos, promoveram seminários com os professores, fizeram parcerias para a oferta de atividades extraclasse. O número de matrículas cresceu, a comunidade entrou na escola e a professora Márcia se sentiu estimulada a fugir da mesmice.
Para Márcia, fazer dos alunos protagonistas, pessoas que vêem sentido no que aprendem, é a essência da química do prazer de estudar -capaz da magia de salvar uma escola abandonada.

E-mail - gdimen@uol.com.br
Folha de São Paulo, quarta-feira, 25 de setembro de 2002, Caderno Cotidiano, Coluna Urbanidade, de Gilberto Dimenstein.





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